segunda-feira, 27 de março de 2017

Reforma trabalhista, modernização catastrófica e a miséria da República brasileira, por Giovanni Alves

27.03.2017 - Giovanni Alves, Blog da Boitempo






A partir do golpe civil-militar de abril de 1964, o Brasil aprofundou sua integração subalterna à ordem capitalista mundial. O preço da integração dependente à lógica do movimento de acumulação do capital mundial foi a desintegração das condições materiais para a realização das promessas civilizatórias do salariato capaz de combater a profunda desigualdade social que historicamente caracterizou o capitalismo brasileiro. Pelo contrário, o novo regime autocrático-burguês reforçou as características oligárquico-conservadoras do capitalismo brasileiro, ao mesmo tempo que propiciou uma “modernização” identificada como sendo a integração subalterna ao núcleo orgânico do capitalismo mundial liderado pelos Estados Unidos da América e a conservação da estrutura de desigualdade social e concentração de renda. O golpe civil-militar de 1964 foi a travessia do Rubicão da história brasileira, promovendo uma inflexão histórica que demarcaria a civilização (e a barbárie) brasileira das próximas décadas.

Estado Islâmico (Daech): cria do Ocidente, por Pepe Escobar

24/3/2017, Pepe Escobar, SputnikNews










James Shea, Vice-secretário Assistente da OTAN para Ameaças Emergentes – mas... que título adorável! – fez recentemente uma palestra num clube privado em Londres sobre o Estado Islâmico (Daech). Shea, como muitos recordarão, fez fama como porta-voz da OTAN durante da guerra da OTAN contra a Iugoslávia em 1999.



Depois da palestra, Shea meteu-se numa discussão com fonte que prezo muitíssimo. E a fonte, adiante, bateu cá para mim a verdade nua e crua.



Segundo a inteligência saudita, o Daech foi inventado pelo governo dos EUA – em Camp Bucca, perto da fronteira com o Kuwait – como muitos recordarão –, essencialmente para pôr fim ao governo de maioria xiita de Nouri al-Maliki em Bagdá.


Claro que não aconteceu desse modo. Então, dez anos depois, no verão de 2014, Daech atacou o Exército Iraquiano, que estava a caminho para conquistar Mosul. O Exército Iraquiano fugiu. Agentes do Daech anexaram o armamento ultramoderno que instrutores norte-americanos haviam consumido de seis a 12 meses para ensinar os iraquianos a usar e... surpresa! Em 24 horas o Daech já incorporara aquelas armas ao próprio arsenal.

Neoliberalismo, ordem contestada

25/03/2017 - Perry Anderson, Le Monde Diplomatique


Sistema sofre pressão inédita – da esquerda e da direita – mas resiste, apoiando-se no medo. Por que o populismo retrógrado ainda é mais forte. Como mudar o jogo
Por Perry Anderson, no Le Monde Diplomatique | Tradução: Antonio Martins
distribuída "PARA ESTUDAR", pela Secretária-geral do MST, aqui redistribuída

OBS. 
Essa análise é como a parte 'europeia' da mesma análise para a qual Rui Pimenta, do PCO, desenvolveu uma 'parte 'brasileira', na "Análise Política Semanal" que foi ao ar ontem (está em https://www.youtube.com/watch?v=Uya1BxtwaJE ) [VV]


O termo “movimentos anti-sistêmicos” era comumente usado, há 25 anos1, para caracterizar forças de esquerda, em revolta contra o capitalismo. Hoje, ele não perdeu relevãncia no Ocidente, mas seu sentido mudou. Os movimentos de revolta que se multiplicaram na última década não se rebelam mais contra o capitalismo, mas contra o neoliberalismo – os fluxos financeiros desregulados, os serviços privatizados e a desigualdade social crescente, uma variante específica do domínio do capital adotada na Europa e América desde aos anos 1980. A ordem econômica e política resultante foi aceita indistintamente por governos de centro-direita e centro-esquerda, de acordo com o princípio central do pensamento único e do dito de Margareth Thatcher, segundo o qual “não há alternativa”. Dois tipos de movimento agora se mobilizam  contra este sistema; e a ordem estabelecida estigmatiza-os – sejam de direita ou de esquerda – como a “ameaça populista”.

domingo, 26 de março de 2017

Israel e a falência moral das Nações Unidas




Enquanto as Nações Unidas hesitam, covardemente submissas a Estados Unidos e Israel, o Estado judeu continua com a prática de atividades criminosas contra a Palestina.





24.03.2017 - Lawrence Davidson, "Information Clearing House"



tradução de btpsilveira





Em 15 de março de 2017 a Comissão Econômica e Social para a Ásia ocidental (ESCWA na sigla em inglês – NT) das Nações Unidas, publicou um relatório  sobre o comportamento e as políticas de Israel relacionadas à Palestina. Usando como parâmetro Lei Internacional o relatório chega à “conclusão definitiva de que o Estado de Israel é culpado de praticar o Apartheid.”O termo “apartheid” usado no relatório não tem um sentido meramente “pejorativo”. Foi usado para descrever a realidade de um comportamento, escorado em fatos e evidências que fazem aceitável o significado legal do termo.

Síria: Movimento de soldados dos EUA sobre Tabqa complicará a situação política

23/3/2017, Moon of Alabama



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Dos "Comentários"[de: karlof1 | Mar 23, 2017 5:01:57 PM | 16]

"O que está acontecendo na margem oriental da Eurásia e potenciais desenvolvimentos estão resenhados hoje (item 4, abaixo) por Pepe Escobar, cujos recentes vários artigos podem ser todos reunidos numa análise mais ampla:

(1) Pepe Escobar, 9/3/2017, "Oh, que WikiTrump mais traiçoeiro!", 
Asia Times [port].;

(2) Pepe Escobar: 16/3/2017, "Grande Muralha de Ferro contra Nova Rota da Seda?",
 
Asia Times [port.];

(3) Pepe Escobar, 17/3/2017, "Dores do parto de um novo Oriente Médio", 
SputnikNews [port.];

(4) Pepe Escobar, 24/3/2017, "Coreia do Norte: As opções realmente sérias sobre a mesa", 
Asia Times [trad. em breve no Blog do Alok].






Turquia entrou num beco sem saída na Síria. O sonho de Erdogan de avançar para Raqqa e Deir Ezzor ou mesmo até a cidade de Aleppo foi bloqueado por um acordo entre EUA e Rússia. As forças representantes de Erdogan no local estão paralisadas no nordeste da cidade de Aleppo e não têm como avançar nem para o sul, nem para o leste ou oeste. Ocuparam um pedaço de área rural que não dá qualquer poder de barganha a Erdogan; só, potencialmente muitas dores de cabeça. Um pequeno contingente russo avançou para dentro do enclave curdo no noroeste da Síria em torno de Afrin, bloqueando qualquer movimento importante dos turcos contra aquela área.

Turquia e seus patrões no Qatar, Kuwait e Arábia Saudita perderam a guerra pela Síria. Ainda tacitamente apoiados pelos EUA, o grupo tenta agora um movimento de desespero, no esforço para recuperar algum poder de negociação para a próxima rodada das conversações de Genebra. O mais provável é que falhem outra vez. As forças que representam o grupo no noroeste, dentre as quais a al-Qaeda, saíram do norte, rumo à cidade de Hama (vejam o mapa (23/3/2017); vermelho=governo sírio). Ao longo dos últimos dias, capturaram 11 pequenos vilarejos muito fracamente defendidos. No momento, estão sob pesado ataque da força aérea russa e síria; o Exército Árabe Sírio prepara um contra-ataque e em poucos dias os porá para fora de lá.

Coreia do Norte:* As opções realmente sérias sobre a mesa, por Pepe Escobar

24/3/2017, Pepe Escobar, Asia Times



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Dos "Comentários" em Moon of Alabama
[de  karlof1 | Mar 23, 2017 5:01:57 PM | 16]
"O que está acontecendo na margem oriental da Eurásia e potenciais desenvolvimentos estão resenhados nesse artigo de Pepe Escobar, 24/3, para Asia Times. Alguns outros artigos do mesmo analista unem-se todos numa análise mais ampla:

(1) Pepe Escobar, 9/3/2017, "Oh, que WikiTrump mais traiçoeiro!", 
Asia Times [port].;

(2) Pepe Escobar: 16/3/2017, "Grande Muralha de Ferro contra Nova Rota da Seda?",
 
Asia Times [port.];

(3) Pepe Escobar, 17/3/2017, "Dores do parto de um novo Oriente Médio", 
SputnikNews [port.]; 






O Congresso Nacional do Povo em Pequim deixou claro que a China no século 21 dirigida por Xi Jinping repousa, como estado, sobre os "quatro [conceitos considerados amplamente, nesse sentido] núcleos compreensivos do líder", na expressão da lei.

Os "quatro compreensivos" são construir sociedade moderadamente próspera; aprofundar a reforma econômica; avançar a governança chinesa baseada na lei; e fortalecer a autogovernança do Partido Comunista.

Nenhuma aventura/desastre de política externa conseguirá interferir nos "quatro compreensivos", os quais, extrapolados, são também conectados aos sucesso imperativo do projeto Novas Rotas da Seda (Um Cinturão, Uma Estrada), ambiciosa 'expansão' da influência da China pela Eurásia.Mas é quando surge a supremamente imprevisível Coreia do Norte. E reaparece à superfície a conhecida pergunta de Lênin: "O que fazer?"

A Russofobia é um sintoma da implosão dos Estados Unidos

24.03.2017, Finian Cunningham, Strategic Culture



tradução de btpsilveira




Houve um tempo em que a Russofobia era uma maneira eficiente de controlar a população – usada particularmente pela classe dominante para levar a população dos Estados Unidos a um estado de lealdade patriótica. Não é mais. Agora, a Russofobia é um sinal de fraqueza, de uma implosão desesperada entre a classe dominante dos Estados Unidos, a partir de sua decaída podridão interna.
Essa técnica de propaganda funcionou muito bem durante as décadas da Guerra Fria, quando a antiga União Soviética podia ser facilmente demonizada como o “comunismo sem Deus” e o “império do mal”. Não importava que esses estereótipos fossem falsos. Poderiam ser sustentados por causa do monopólio do controle da mídia ocidental pelos governos e órgãos reguladores oficiais. A russofobia entre a classe política dos Estados Unidos está mais virulenta que nunca, embora a União Soviética não exista há mais de um quarto de século.

Reflexões na Vila Vudu: PT e democracia brasileira estão devendo

[orig. Russiagate and the Democratic Party are for Chumps]


22/3/2017, Paul Street, Counterpunch (traduzido e anotado)



Traduzido e Comentado por Vila Vudu


Entreouvido na Vila Vudu:
Ninguém precisa concordar com tudo q aí se lê, nem sobre o Rússia-gate
 (noticiário falso e escândalo contra Trump), nem sobre o PT-gate (noticiário falso e escândalo contra os governos Lula-Dilma).

Mas a reflexão aí proposta, difícil que seja, é indispensável: POR QUE, diabos, os governos do PT tanto insistem nas questões liberais e tanto fogem espavoridos das grandes questões que foram desde sempre e ainda são a vida e o sangue da esquerda em todo o mundo? Por que não fizemos a reforma agrária? Porque teríamos sido derrubados? Ora bolas! Fomos derrubados agora, provavelmente também PORQUE NÃO FIZEMOS (a reforma agrária). Por que não demos uns trancos bem dados nos monopólios de mídia? Por que o PT vive e pensa como se a luta de classes fosse assunto tabu?!

Se não pensarmos nisso nessa hora macabra em que pela segunda vez na vida de uma geração os brasileiros perdemos tudo... Pensaremos quando?!

Também a considerar muito seriamente: se uma gangue parlamentar corrupta até a medula mas eleita (pela 'mídia'-empresa, mas mesmo assim formalmente eleita), derrubou em meia hora décadas de uma poucas e reles conquistas dos governos populares no Brasil, de Vargas a Lula-Dilma [1930-2017]... está provado que nossas conquistas AINDA NÃO ESTAVAM devidamente protegidas nem depois de quase 90 anos de luta. Não há como fugir disso. E basta isso para demonstrar que as vias liberais supostas progressistas à moda PT [1986-2017] são fracas demais e não protegem efetivamente o povo trabalhador (não que seja novidade... Mas PT e petistas, Rede, PSOL, PSTU não sabem nem disso?!).





showman dos horrores de cabelo cor-de-laranja que é Donald Trump [ou de cabelos grisalhos grudados ou inexistentes que são Temer e/ou Renan e/ou AdeMô] tem de ser varrido da Casa Branca [ou de Brasília] e mandado apodrecer em calabouço imundo infestado de ratos com pena de Prisão Perpétua Sem Twitter. E o mesmo vale para o resto do governo-gangue racista, ecocida, arquiplutocrático e chocantemente evangélico-fascista deles todos. Devem ser forçados a trabalhar de sol a sol num campo de produção de painéis solares no deserto do Arizona [ou na caatinga de Glauber Rocha].

quinta-feira, 23 de março de 2017

Reforma da Previdência: O que nos aguarda, por Giovanni Alves

22.03.2017, Giovanni Alves em seu Facebook








Milhões de empregos diretos migrarão para contratos terceirizados, quarteirizados ou pejotizados. Será o fim das atuais categorias de trabalhadores. Todos serão transformados em prestadores de serviços, com rendimentos menores, jornadas maiores e sem direitos trabalhistas.

No setor privado teremos o fim de direitos às férias, décimo terceiro, descanso semanal remunerado, aposentadoria e diversas conquistas da Convenção ou Acordo Coletivo.

Esses trabalhadores terão sua capacidade de organização sindical esvaziada completamente, além do aumento significativo da rotatividade no emprego, da maior exposição a riscos de acidentes e mortes no trabalho.

No setor público, a terceirização das atividades-fins permitirá que milhares de prefeitos, vereadores e empresas públicas dispensem a realização de concursos públicos e passem a contratar firmas terceiras para prestar serviços ao “poder público”.

Vai ser instalada a festa dos amigos, apaniguados e comparsas do “governante de plantão”, aumentando em muito a corrupção no Brasil.

Imagina a quantidade de vereadores e amigos de prefeitos que vão montar uma firma para fornecer serviços e mão-de-obra para as prefeituras.

A terceirização sem limites vai, ainda, precarizar o atendimento à população usuária do serviço público.

Teremos aumento do desemprego, redução da massa salarial e do consumo, redução da arrecadação do tesouro e demais fundos públicos, aumento das desigualdades sociais e barbarização das relações trabalho.

HIC RHODUS, HIC SALTA!



Guerra civil nos EUA contribui para paz mundial


23/3/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline











A guerra civil em Washington entre presidente Donald Trump e seus detratores não dá sinal de amainar. Todos os dias, a luta recomeça. O mais recente movimento foi na 2ª-feira, na audiência na Comissão de Inteligência da Câmara de Deputados, onde o diretor do Federal Bureau of Investigation, FBI, James Comey, reconheceu que há investigação em andamento em sua agência sobre suposta intervenção russa na eleição presidencial, com hacking para ajudar o candidato Republicano Trump a chegar à Casa Branca.

terça-feira, 21 de março de 2017

Israel precisa reincendiar a Síria, por MK Bhadrakumar

20/3/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline











Os ataques aéreos de Israel na 6ª-feira, perto de Palmyra na Síria contra o que, diz Telavive, seria um comboio que transportaria armas para o Hezbollah no Líbano – e que, para Damasco, foi ataque calculado contra posições das forças do governo libanês que combatem contra o Estado Islâmico na região – não podem ser vistos como 'fato isolado'.

Mas a hipótese na qual os israelenses investem não é crível, porque Palmyra é duas vezes mais distante da fronteira sírio-libanesa, em termos geográficos. É muito provável que o governo sírio acerte mais, e que os israelenses estivessem mesmo atacando deliberadamente forças sírias. Isso explica por que o Ministério das Relações Exteriores da Rússia convocou no mesmo dia o embaixador de Israel em Moscou e exigiu explicações.

Por que Síria? Por que Brasil? Muito melhor os EUA invadirem o Canadá

21/3/2017, Zero Hedge, de globalintelhub











Com o falecimento de David Rockefeller, das políticas pró-EUA de Trump [e da democracia no Brasil], estamos assistindo a vários interesses que se vão alinhando e apontam de volta para trás, para EUA isolacionistas pré-Era Industrial, como eram as coisas no século 20 remoto, exatamente o contrário de nação líder da Nova Ordem Mundial, e sempre tentando intrometer-se em caríssimas guerras sempre longe de casa. Iraque, Ucrânia, Síria, Afeganistão [Brasil, sim, sim, claro!] – nada além de re-colonialismo, um re-colonialismo pós-industrial – como explicamos em nosso livro Splitting Pennies (Tostões Partidos). "Leia, para aprender mais do que no [curso] MBAde Harvard!"].

segunda-feira, 20 de março de 2017

Pepe Escobar: Grande Muralha de Ferro contra Nova Rota da Seda?

16/3/2017, Pepe Escobar, Asia Times










Quando o zum-zum em torno do encontro Trump-Xi converter-se numa Mar-a-Lago em campo mês que vem, os dois presidentes terão de concordar integralmente em pelo menos uma questão: "o terror islâmico radical" – na terminologia trumpeana.


Donald Trump aposta suas fichas num "banimento sem banir" que – em teoria – restringiria o influxo de islamistas potencialmente radicais para o território dos EUA; seu contraparte chinês, Xi Jinping, em encontro com políticos da província Xinjiang, acontecido durante a sessão anual do Congresso Nacional do Povo em Pequim, lançou uma "Grande Muralha de Ferro", para proteger o Extremo Oeste da China.

Dores do parto de um novo Oriente Médio, por Pepe Escobar

19/3/2017, Pepe Escobar, SputnikNews










Vocês todos lembram bem do que a ex-secretária de Estado dos EUA Condi Rice previu em 2006 em matéria de "dores do parto de um novo Oriente Médio". Fiel ao regime de George "Dábliu" Bush/Cheney, Condi errou tudo, fragorosa e espetacularmente, não só sobre o Líbano e Israel, mas também sobre Iraque, Síria e a Casa de Saud.

O governo Obama aplicadamente manteve uma tradição que se pode chamar sem medo de errar de Escola Sex Pistols de Política Exterior ("no future for you[não há futuro para você]). Ela está perfeitamente exposta pela imbatível porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia Maria Zakharova, em poucas e precisas palavras.

Papéis de EUA, Rússia, Turquia, Irã e Israel na Síria: Rumo ao fim da guerra

14/3/2017, Elijah ManierBlog











EUA e Rússia têm acordo para pôr fim ao "Estado Islâmico" (ISIS/Daech), como prioridade na Síria, unificando o objetivo sem necessariamente concordar com unir esforços e coordenar o ataque por terra. Ainda assim, esse começo levará ao fim da guerra na Síria e pavimentará o caminho para remover obstáculos essenciais (quer dizer: todos os jihadistas) na estrada do processo de paz.

domingo, 19 de março de 2017

Para o Irã, é necessário salvar a Síria

16/3/2017, Ali Hashem, Al-Monitor












Já com seis anos de crise na Síria, o Irã vê o resultado do conflito como fator que vai modelando o novo Oriente Médio. Foi a primeira intervenção declarada do Irã em outro país, em décadas, que ideólogos iranianos chamaram de guerra pela própria existência do país. Funcionários iranianos dizem que a intervenção na Síria poupou a Revolução Islâmica de ter de combater guerra semelhante no seu próprio território. Nem por isso é guerra menos custosa, impiedosa em termos de perdas materiais e, ainda pior, no dano que causa à imagem do Irã no mundo muçulmano. Limitou as opções do Irã e abalou alianças – apesar dos interesses comuns que o Irã partilha com seus parceiros.

sábado, 18 de março de 2017

A chantagem de Erdogan pode derrubar a Europa de uma vez por todas

16.03.2017, Ruslan Ostashko, LiveJournal/Fort Russ



Tradução russo/inglês: J. Arnoldski – 
Tradução inglês/português: btpsilveira





Provavelmente, você já ouviu falar do escândalo diplomático entre Ancara e Amsterdã. O conflito tomou grades proporções depois que as autoridades holandesas impediram ministros turcos de fazer campanha a favor de Erdogan entre a diáspora turca local e já transbordou as fronteiras holandesas. Pode acabar tendo consequências sérias para toda a União Europeia.

Como tudo isso começou?

A perigosa realidade de uma guerra no Irã

15/3/2017, Sharmine Narwani , The American Conservative












BEIRUTE — Depois de semanas de agitar sabres e promover a ideia de que o Irã seria "estado terrorista número 1" no mundo, o governo Trump parece ter discretamente baixado o tom da retórica.

Aqui no Oriente Médio, contudo, onde cada zumbido que venha de Washington é esquadrinhado milimetricamente, gente interessada não parou de especular sobre um confronto dos EUA com o Irã. Aos 50 dias de mandato, o curso da política exterior de Trump continua a ser um enigma. O governo dos EUA jura que "todas as opções" permanecem sobre a mesa com o Irã. Mas será que realmente permanecem?

Muito triste: ataque furioso de Fed/Bancos Centrais contra os trabalhadores

17/3/2017, Mike Whitney, Counterpunch











Para o Brasil, ver Presidente do Banco Central do Brasil [NTs].




Por que o Fed-EUA elevou seus juros referenciais, mesmo com a inflação ainda abaixo da meta, com os salários fortemente arrochados e a economia que não chega nem a 1% de crescimento?

Essa pergunta foi feita a [presidenta do Fed-EUA Janet] Yellen numa conferência de imprensa na 4a-feira, um dia depois de divulgado o informe da Federal Open Market Committee, FOMC (Comissão de Mercado Aberto do Fed, uma das mais importantes comissões que compõem o Federal Reserve System). A resposta ajuda a ver como o Fed-EUA [e o mesmo vale para o Banco Central do Brasil (NTs)] toma suas decisões políticas baseado em fatores que a maioria das pessoas jamais consideraria. Eis o que disse a presidenta do Fed:

A Dança da Morte, por Chris Hedges

12.03.2017, Chris Hedges* - Truthdig



Traduzido por E. Silva






As elites corporativas no comando já não buscam construir. Elas buscam destruir. Elas são agentes da Morte. Elas anseiam pelo poder irrestrito para canibalizar o país, poluir e degradar o ecossistema, para alimentar o desejo sem freios de riqueza, poder e hedonismo. Guerras e “virtudes” militares são celebradas. Inteligência, Empatia, Bem Comum são banidos. A Cultura é degradada em cafonice patriótica. A educação é destinada apenas à proficiência técnica para servir à venenosa máquina do capitalismo corporativo. A amnésia Histórica nos fecha o acesso ao passado, ao presente e ao futuro. Esses valores, rotulados como improdutivos ou redundantes, são descartados, esvaziados ou confinados ao esquecimento. A repressão estatal é indiscriminada e brutal! E na regência desse escandaloso e macabro espetáculo há um diretor insano tuitando absurdos desde a Casa Branca.

Grandes impérios mundiais - Sumério, Egípcio, Romano, Maia, Khmer, Otomano e Austro-Húngaro- seguiram esta mesma trajetória de colapso físico e moral.