sexta-feira, 20 de outubro de 2017

MK Bhadrakumar: "Cinturão e Estrada" chineses estão enlouquecendo os EUA!

20/10/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline










Quando falou ao Centro de Estudos Estratégicos Internacionais em Washington, 2ª-feira passada, em discurso intitulado 'Definir nosso relacionamento com a Índia para o próximo século', Tillerson falou da Iniciativa Cinturão e Estrada, ICE, dos chineses, na sessão de perguntas e respostas. Convidado a elaborar sobre uma expressão lastimável que usara no discurso – "economia predatória" no Pacífico Asiático – Tillerson respondeu como segue:

Socialismo, Terra e Banking: 2017 vs 1917, por Michael Hudson

19/10/2017, Michael Hudson, The Vineyard of the Saker












"Enquanto os grandes pontos de estrangulamento econômicos e políticos forem deixados em mãos privadas, eles continuarão a servir como gatilho para subverter políticas de reforma real. Eis a razão pela qual a política marxista teve de ir além dessas pretensas reformas socialistas." (...)
"A Guerra Fria mostrou que os países capitalistas planejam continuar combatendo contra economias socialistas, forçando-as a se militar para autodefesa. E o opressivo gasto militar excedente resultante passa a ser declarado culpa da burocracia e da ineficiência dos socialistas." (...)
"O colapso pós-sovietes nos anos 1990s não foi fracasso do Marxismo, mas da ideologia reacionária antissocial que está jogando as economias ocidentais sob o domínio de uma simbiose entre três modalidades de extração de renda pelo setor Finança, Imóveis, Seguros, FIS: renda da terra e dos recursos naturais; renda de monopólio; e juros (renda financeira). Esse é precisamente o destino do qual o socialismo e o Marxismo – e até o capitalismo de Estado – tentaram salvar as economias industriais."(...)
"A palavra 'reforma' como a usa hoje a mídia-empresa neoliberal significa desfazer as reformas da Era Progressiva, desmantelar a regulação pública e o poder de governo – exceto se for para forçar ainda maior controle pela finança e por seus interesses organizados aliados." (...)
"É a 'diplomacia' do capital financeiro, tentando consolidar uma hegemonia dos EUA sobre um mundo desejado unipolar. (....)
"O capital financeiro apoia essa sua estratégia com um currículo acadêmico neoliberal, que pinta a finança predatória e os ganhos do rentismo como se se acrescentassem à renda nacional, não como o que realmente são – ação de transferir a renda nacional para o bolso das classes rentistas. Esse quadro enganador da realidade econômica é ameaça real contra a China, que insiste em mandar seus alunos estudar Economia em universidades norte-americanas e europeias." (...)
"Assim, a única saída que restou para salvar a sociedade do poder que a finança tem hoje para converter renda em juros é uma política de nacionalização de recursos naturais, plena taxação da renda da terra (onde terra e minérios não sejam postos diretamente sob domínio público) e a reprivatização da infraestrutura e de outros setores chaves."
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Há um século, o socialismo parecia ser a onda do futuro. Havia várias escolas de socialismo, mas o ideal comum era garantir suporte às necessidades básicas e a propriedade do Estado, a sociedade livre de latifundiários, bankeiragem ["a Banca"] predatória e monopólios. No Ocidente essas esperanças estão hoje ainda muito mais distantes do que parecia em 1917. Terra e recursos naturais, monopólios básico da infraestrutura, assistência à saúde e aposentadorias foram cada dia mais privatizados e financializados.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

"Nova Era" do socialismo chinês - Partido Comunista da China abre o 19º Congresso Nacional

18/10/2017, Xinhua, Pequim, Li Zhihui, Zhang Zhengfu e Wang Cong, com colaboração de Zuo Wei and Liu Jie










PEQUIM, 18/10 (Xinhua) – O Partido Comunista da China divulgou o "Pensamento sobre Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era" como o mais recente passo na jornada para construir um "grande país socialista moderno", na abertura de seu 19º Congresso Nacional, nessa 4ª-feira.

Falando à sessão inaugural, Xi Jinping delineou uma abordagem em dois passos para se tornar um grande país socialista moderno, depois que a construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os sentidos estiver completada, à altura de 2020.

Russia-gate real tem a ver com derrubar Hillary

17/10/2017, Tom Luongo

Hillary Clinton acabará presa. Anotem o que digo. E Julian Assange é o arquiteto da destruição dela. Como sei disso? Simples. A barragem de contenção já está rachando.







Artigo de hoje cedo em The Hill denuncia sem meias palavras a colusão entre o Departamento de Estado de Hillary e funcionários russos de alto nível, para a venda de grande parte da produção de urânio dos EUA para a Rosatom, a gigante estatal russa de energia nuclear.

O artigo é mortal. Nem consigo extrair trechos, porque tudo é explosivo. É preciso ler na íntegra e pensar sobre a gravidade do que lá se diz.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Por que Trump ficou atômico contra o Irã, por Pepe Escobar

16/10/2017, Pepe Escobar (de Telesur)










Bem quando a opinião pública mundial temia que EUA e RPDC estivessem à beira da guerra nuclear, o novo eixo de tempos do mal (Coreia do Norte, Irã, Venezuela) apronta uma virada dramática na trama: o presidente Trump pôs-se a esbravejar que a verdadeira ameaça é o acordo nuclear com o Irã.

Entra em cena mais uma grave crise internacional nova em folha, tirada do nada e já com mortífero potencial embutido de guerra.

China move-se para mercados mundiais. EUA, para mais guerras, por James Petras

Sucesso da China e recuo latino-americano 


15/10/2017, Prof. James Petras, Global Research (excerto)










Depois de mais de uma década de crescimento e estabilidade, os regimes progressistas latino-americanos recuaram e entraram em declínio. Por que a China continua na mesma trilha de estabilidade e crescimento, enquanto seus parceiros latino-americanos estão em retirada ou já derrotados?

Iraque - Fim do projeto curdo de independência

16/10/2017, Moon of Alabama








Hoje, o governo do Iraque retomou Kirkuk, que estava ocupada por forças curdas. É o fim do projeto curdo de independência no Iraque.

Em 2014, o Estado Islâmico ocupou Mosul. Ao mesmo tempo, o governo regional curdo sob liderança de Masoud Barzani mandou suas tropas Peshmerga para tomarem a cidade de Kirkuk, rica em petróleo, então em mãos de forças do governo central do Iraque que entravam em colapso. Houve alegações plausíveis e algumas evidências (vídeos) de que os curdos teriam feito um acordo com o ISIS e coordenado o movimento.

Em 2016 e 2017 forças iraquianas derrotaram o ISIS em Mosul. Grupos curdos aproveitaram a oportunidade da derrota do ISIS para ocupar mais terras, mesmo não habitadas por população de maioria curda e que não se incluíam na sua região autônoma.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

China comunista suposta não comunista, por Jeff J. Brown



Apesar do que diga o império ocidental sobre a democracia na China, o comunismo está funcionando muito bem na sociedade chinesa. O artigo discute como os avanços socioeconômicos e geopolíticos da China desde 1949 podem ser atribuídos à exclusiva versão chinesa de democracia.








Em meados da década dos 1930s, a China estava dividida por quatro forças que competiam entre elas. Uma, o Exército Vermelho comunista, comandado por Mao Zedong. Outra, os fascistas japoneses e seu Exército Imperial. Uma terceira, os Nacionalistas Guomindang, abreviadamente “KMT” (ing.), e comandados por Chiang Kai-Shek. A quarta força eram todos os colonialistas – imperialistas, claro, que se autopromoviam com o rótulo pretensioso de “Grandes Potências”.

Vladimir Putin: muito além de uma caricatura grosseira - As entrevistas de Putin a Oliver Stone

16.10.2017, Léa Maria Aarão Reis - Conversa Afiada



Resenha da escritora e jornalista Léa Maria Aarão Reis






Quando o apresentador da CBS, Stephen Colbert, entrevistou o cineasta Oliver Stone, há três meses, procurando desqualificá-lo com ironias baratas e criticando-o pela primorosa série de quatro episódios, Putin’s Interviews, que acabava de estrear nos Estados Unidos, a ignorância americana foi desafiada e exposta em um dos seus momentos mais ridículos.

Bastante semelhante ao que ocorre aqui com a audiência controlada dos programas de auditório tipo hulks, faustos, silvios et caterva locais: indivíduos rindo histericamente, sem saber exatamente do que gargalham.

Na ocasião, o respeitado jornalista John Wight escreveu no site Russia Today, na contramão da grosseira caricatura do presidente da Rússia vigente nos Estados Unidos:"Assistir a série de documentários de Oliver Stone sobre Vladimir Putin é absolutamente necessário para que o público ocidental tenha uma visão da visão de quem governa a Rússia, o maior país da Europa, grande potência nuclear e alvo de profundas tensões decorrentes das diferenças geoestratégicas do país e da rivalidade com Washington nos últimos anos."

domingo, 15 de outubro de 2017

Robert Fisk: Quem matou o Ten-gen. Valery Asapov na Síria?

6/10/2017, Robert Fisk, Counterpunch











A Força Aérea russa chegou à Síria há dois anos, completados essa semana, para salvar o Presidente Bashar al-Assad e seu exército. Conseguiram. O Exército Árabe Sírio impôs-se, embora ao custo (até aqui) de 56 mil soldados sírios mortos. "Não teremos aqui outro Afeganistão" – os russos diziam a quem encontrassem em Damasco. Mas claro que, imediatamente, puseram lá os seus especialistas para traçar as melhores rotas aéreas para seus Sukhois contra os alvos certos, seus especialistas em remoção de minas, para arrancar as florestas de bombas que o ISIS plantou, seus policiais militares para supervisionar a saída de combatentes islamistas para fora das grandes cidades ocidentais da Síria. E generais para dar aconselhamento – e, semana passada, para serem mortos – na Síria.

Acordo de passe livre para o ISIS em Raqqa – EUA negam – Vídeo prova que EUA mentem

14/10/2017, Moon of Alabama









Depois das suas negociações sobre passe livre, com EUA e suas forças 'delegadas' locais curdas, o ISIS está transferindo seus milicianos, retirando-os da cidade de Raqqa. Quando o governo sírio obteve acordos semelhantes, os EUA criticaram infantilmente. Hoje, a 'coalizão' dos EUA diz que "não se envolveu nas discussões" que levaram ao acordo para passe livre para os terroristas em Raqqa. Matéria da rede BBC News mostra que a verdade é o contrário do que dizem os EUA.

E o Comunismo? Morreu mesmo?

12/10/2017, The Saker, Unz Review The Vineyard of the Saker






[ATENÇÃO: Excluíram-se da tradução desse artigo uns poucos trechos/repetições que nos pareceram muito enviesadas (p. ex: "se o Comunismo terminou formalmente na Rússia em 1991, os chineses também se afastaram silenciosamente dele, substituindo-o por uma modalidade tipicamente chinesa de Capitalismo" e/ou "Até o Comunismo chavista resultou em completa bancarrota da Venezuela": não são comentários factuais, nem são passos essenciais para desenvolver o argumento. 
As exclusões estão marcadas com "(...)" no texto abaixo, para que os trechos excluídos possam ser localizados e lidos no original.
Fazemos assim o que nos parece ser honesta tentativa para conhecer a posição que tem, sobre esse tema, um dos mais interessantes autores brotado na blogosfera, que tantas vezes citamos e repercutimos, e fonte pródiga de saberes que não há no Brasil sobre a Rússia e o Oriente Médio no século 21. Ao mesmo tempo tentamos não nos deixar enredar no discurso anticomunista vicioso da Guerra Fria [NTs]).





(...)
Comunismo – o passado:


Para começar, nunca houve "colapso" da União Soviética. A URSS foi desmantelada de cima para baixo pelos líderes do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) que decidiram que a nomenklatura soviética dividiria o "bolo" soviético em 15 fatias menores. O que aconteceu depois foi resultado da luta interna entre aquelas facções. Dado que ninguém jamais elegera aquelas gangues de apparatchiks do Partido para legitimamente dissolverem a URSS nem, de fato, para reformá-la fosse como fosse, as ações dos líderes soviéticos naquele momento devem ser descritas como golpe totalmente ilegal.

EUA aumentam pressão sobre Irã e Hezbollah? (OK. Não acontecerá grande coisa...)

14/10/2017, Elijah J. Magnier Blog









EUA subiram o nível de tensão com o Irã sem dar qualquer passo concreto para cancelar sua assinatura no acordo nuclear iraniano. O motivo pelo qual se deve esperar que Trump limite-se a desaforos verbais e continue com as ameaças de medidas hostis contra Teerã sem nada fazer é, fundamentalmente, evitar criar uma brecha entre EUA e a União Europeia, UE. O acordo nuclear não é bilateral; assim sendo, a saída dos EUA não o torna, teoricamente, sem efeito. Ainda assim, o Irã provavelmente considerará vazio o acordo se os EUA saírem, com tudo que isso implica. Então os EUA continuam suas agressivas campanhas verbais contra o Irã, confundindo os europeus os quais ficam corretamente sem conseguir prever que decisões o presidente dos EUA é capaz de adotar no médio a longo prazo.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Alto escalão do Exército de Israel: Israel diante de "Derrota Catastrófica"

(se próxima guerra contra o Hezbollah durar mais de dez dias) 












Palavras dessa semana, vindas da Síria, oferecem mensagens conflitantes de amigos e de inimigos de Israel e do Hezbollah:

"Lamentamos, claro, que grande parte do Líbano será destruída. Perguntem ao Irã por que acontecerá assim. Mas cuidado para que a coisa não dure 34 dias, como da outra vez (julho de 2006). Todos os civis devem abandonar áreas controladas pelo Hezbollah."

27/9/2017 - Auxiliar do presidente Avi Dichter da Comissão de Assuntos Internos e de Defesa do Parlamento de Israel, que pediu para não ser identificado.

"Netanyahu e seus líderes militares não sabem até onde uma guerra pode levá-los, no caso de eles a iniciarem, e não têm qualquer noção realista de o que os espera na próxima guerra. Conclamo os judeus não sionistas a deixar a Palestina ocupada e voltar aos países de onde saíram, para que não venham a ser usados como bucha de canhão na próxima guerra, caso não tenham tempo suficiente, depois, para partir".

Truques e negociatas da Matrix - Educação Privada à moda EUA não entrega o que promete

8/10/2017, Seth Ferris, New Eastern Outlook








"É feito deliberadamente, porque quanto mais execrada e desacreditada é a educação pública, mais pais e alunos buscam as empresas de educação privada, o que gera mais desigualdade e estimula as maiorias pobres a crer que, quanto mais o cidadão é pobre e explorado, mais ele/ela tem de se agarrar a, e defender, qualquer coisa que já tenha, por imprestável e envenenada que seja."





Não existe o tal de sistema educacional neutro. Ou a educação ensina a comprar sem questionar o que o status quo lhe vende e a apoiar esse arranjo, ou a educação treina para solucionar problemas que capacitem para mudar o status quo. Por isso governos estrangeiros quase sempre estimulam a controvérsia em torno de ações em países que eles estejam trabalhando para influenciar. Quanto mais as pessoas reclamem das posições políticas das forças invasoras/de ocupação e polemizem em torno de quem faz o que contra quem e para quê, menos atenção elas dão à educação, 3ª coluna das forças de ocupação.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Redatores do Partido Comunista da China: O livro vermelho de Xi

11/10/2017, Jun Mai, South China Morning Post











A convocação chegou em 2015. He Yiting, vice-presidente do Setor de Treinamento para Quadros de Comando do Partido Comunista da China, recebeu ali a missão que ocuparia completamente os dois anos seguintes de sua vida.

Dez professores universitários, dois anos e um só trabalho chave, com dedicação integral – para definir o pensamento de Xi Jinping para todos os quadros do PCC.

O Papel do Neoliberalismo na crise Espanhola

11/10/2017, John Wight, SputnikNews









Com o presidente da Catalunha Carles Puigdemont recuando, em meio a crescente tensão na Espanha em torno da ambição de independência da região – o presidente catalão assinou a declaração de independência, mas imediatamente suspendeu a aplicação da nova lei –, milhões hão de ter respirado aliviados, dada a possibilidade de Madrid responder com violência.

Embora as tensões talvez tenham regredido – pelo menos por enquanto, – a questão subterrânea que alimenta essa crise, bem como várias outras crises que se desdobraram ainda por todo o mundo, não foi de modo algum resolvida. Essa questão atende pelo nome de "neoliberalismo".

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A Casa de Saud curva-se ante a Casa de Putin, por Pepe Escobar

9/10/2017, Pepe Escobar, Asia Times










Quanta diferença faz um ano – uma eternidade, em geopolítica. Aconteceu, sem que ninguém previsse: a matriz ideológica de todas as variantes do terror jihadista salafista – que a Rússia combate sem trégua, do ISIS/Daech ao Emirado do Cáucaso – percorreu a trilha toda até o Kremlin e está pronta a abraçar a Rússia como aliada estratégica.


A Casa de Saud ficou horrorizada com a bem-sucedida campanha da Rússia para impedir o sucesso do golpe de mudança de regime na Síria. Moscou solidificando cada dia mais sua aliança com Teerã. Falcões do governo Obama só fizeram impor à Arábia Saudita uma estratégia de manter baixos os preços do petróleo para ferir a economia russa.

Agora, já tendo perdido todas as suas batalhas, da Síria ao Iêmen, perdendo influência regional para Irã e Turquia, endividada, vulnerável e paranoica, a Casa de Saud tem ainda de enfrentar o fantasma de um possível golpe em Riad contra o príncipe coroado Mohammad bin Salman, também chamado MBS, como Asia Times noticiou. Sob tamanha pressão, a quem você recorreria?

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Rússia e os referendos separatistas na Espanha e no Iraque

5/10/2017, The Saker, Unz Review e The Vineyard of the Saker










Os recentes referenda na Catalunha e no Curdistão, embora de modo algum sejam desenvolvimentos cruciais para a Rússia, resultaram num vivo debate na mídia russa e entre o público russo. O Kremlin optou por não fazer pronunciamentos bombásticos, indicando provavelmente que os ministérios chaves abrigam várias linhas de pensamento sobre essas questões. Consideremos nós, então, essas duas situações, do ponto de vista dos russos.

Trump, Syriza & Brexit provam que Votar é só parte (pequena) da luta

e Dirceu e Lula e Dilma...


1/10/2017, Neil Clark, RT


"Se 'os grandes mal-lavados' [orig. the 'great unwashed'] votam 'errado', i.e., em Trump, no Syriza, a favor do Brexit ou elegem Hollande ou Horn [ou, como no Brasil-2017, elegem Lula e Dilma (NTs)], aquela gente sinistra sempre encontrará meios para assegurar que, logo depois, tudo volte a operar pelos velhos trilhos de antes."








Se votar mudasse tudo, eles já teriam abolido as urnas. Pode soar como frase de falastrão, mas considerem os seguintes eventos recentes.

Em janeiro de 2015, o povo grego, cansado e doente de tanta 'austeridade' e dos padrões de vida que não paravam de cair, votou e elegeu o Syriza, partido radical contra a 'austeridade'. A Coalizão de Esquerda, formada apenas 11 anos antes, obteve 36,3% dos votos e 149 dos 300 assentos com votos do Parlamento Helênico. O povo grego acalentava esperanças razoáveis de que o pesadelo da 'austeridade' terminaria. A vitória do Syriza foi saudada por progressistas por toda a Europa.

Mas o que aconteceu?

domingo, 8 de outubro de 2017

O fim do Império, por Chris Hedges

1/10/2017, Chris Hedges, Thruthdig


Entreouvido no Twitter, ontem:

"Aos EUA só resta o Brasil de Temer, agora que já perderam todo o Oriente Médio, árabes, persas, russos, turcos, e até a Venezuela...
 Isso é que é fim de império, sô! [kkkkkkkkkk]










O império norte-americano está chegando ao fim. A economia dos EUA está sendo drenado por infindáveis guerras no Oriente Médio e expansão militar superdistendida sobre o mundo. O império verga sob o peso de déficits crescentes, além dos efeitos devastadores desindustrialização e de acordos comerciais globais. 

Nossa democracia foi capturada e destruída por empresas que só fazem exigir impostos cada vez menores, desregulação cada vez maior e impunidade ampla, geral e irrestrita para todos os tipos imagináveis de fraudes financeiras, tudo isso enquanto as mesmas empresas saqueiam trilhões do Tesouro dos EUA à guisa de 'resgates'. 

A nação perdeu o poder e o respeito sem os quais já não consegue interessar aliados na Europa, na América Latina, na Ásia e na África para que abracem o 'projeto' norte-americano. Acrescente-se a isso a destruição crescente provocada pela mudança climática, e aí está a receita para uma distopia emergente. 

Supervisionando esse desastre, nos mais altos cargos dos governos federal e estadual está uma coleção insuperável de imbecis, de artistas conservadores, de ladrões, oportunistas e generais belicistas. E, claro, para que não restem dúvidas: essa lista está cheia, sim, de Democratas.