sábado, 23 de setembro de 2017

Janot sai mesquinho, do mesmo modo que entrou, por Eugênio Aragão

22.09.2017, Eugênio Aragão


O blog não poderia se furtar a prestar uma última homenagem ao imprestável Janot.





Quem leu a notívaga mensagem de despedida de Janot aos colegas pôde até se convencer de que ele nada tem a ver com o estado de caos que deixou no País, tal a força das palavras que usou, com a mesma prosódia de seu patético “Corrupção, Nãããão“, chororô com que se lançara na campanha de destruição da democracia no País.

Mas, em verdade, os “larápios egoístas e escroques ousados” estão no poder porque ele deixou. Talvez sua vaidade lhe ofuscou a vista. Pensar assim é menos grave que lhe apontar protagonismo no golpe de 2016. Foi, porém, sua omissão imprópria que permitiu a Temer e sua turma praticar o maior arrastão de que se tem notícia na história política do Brasil.

Vamos recapitular, Dr. Janot?

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Forças especiais russas repelem ataque planejado pelos EUA na Síria, denunciam o crime e dão um aviso muito claro

21/9/2017, The Saker, The Vineyard of the Saker









Evento absolutamente sem precedentes acaba de ocorrer na Síria: "terroristas do bem" apadrinhados pelos EUA tentaram um ataque surpresa contra forças do governo sírio estacionadas no norte e nordeste da cidade de Hama. O que torna sem precedentes o ataque é que ocorreu dentro da chamada "zona de desescalada"; e tudo faz crer que um dos objetivos do ataque teria sido cercar num movimento de pinça, e depois capturar um batalhão de oficiais da política militar russa enviados para monitorar a reforçar o status especial dessa zona.

A interessante nova geopolítica russa do petróleo, por F. William Engdahl

19/9/2017, F. William Engdahl, New Eastern Outlook






Desde o Acordo Linha Vermelha de 1928 entre as gigantes britânicas, francesas e norte-americanas do petróleo para dividir as riquezas do Oriente Médio para o mundo do pós-1ª Guerra Mundial, o petróleo, ou mais precisamente, o controle sobre o petróleo passou a constituir a tênue linha vermelha da moderna geopolítica. Durante o período soviético, as exportações russas de petróleo visavam a maximizar a renda em dólares em todos os mercados possíveis. Hoje, com as ridículas sanções de EUA e União Europeia contra a Rússia, e as guerras instigadas por Washington no Oriente Médio, a Rússia está desenvolvendo novo quadro estratégico para sua geopolítica do petróleo.


Muito se disse sobre como a Rússia da era Putin usou a própria liderança como fornecedor de gás natural como parte vital da diplomacia geopolítica russa. Os gasodutos Nord Stream e em breve também Nord Stream II diretamente da Rússia, submarinos, contornando os campos minados da OTAN política na Ucrânia e na Polônia, tiveram o efeito benéfico de construir um lobby da indústria na União Europeia. Especialmente na Alemanha, que pensará duas vezes antes de entrar nas provocação russofóbicas lunáticas de Washington. Assim também o Ramo Turco (ing. Turkish Stream), que dá ao sudeste da Europa a possibilidade de acesso seguro ao gás natural russo para indústria e aquecimento, independente da Ucrânia, é desenvolvimento positivo, tanto para os Bálcãs como para a Rússia. Agora começa a emergir um novo elemento na estratégia das grandes petroleiras estatais russas, para desenvolver nova estratégia geopolítica, usando o petróleo russo e empresas russas de petróleo.

Do presidente da República Popular Democrática da Coreia a Trump

22/9/2017, no Guardian, apud Pepe Escobar, no Facebook









"O primeiro discurso do presidente dos EUA na arena da ONU, nas atuais circunstâncias, quando a situação na Península Coreana foi tornada mais tensa que jamais antes e aproxima-se de uma situação de alto risco, já gerou preocupação em todo o mundo.

Quando refletia e ia modelando a ideia geral do que ele diria, eu já sabia que viriam observações estereotipadas, ideias prontas, um pouco como já é rotina quando ele fala no calor da hora de seu gabinete, e que ele repetiria no maior palco diplomático do mundo.

Mas, muito longe de se pronunciar como faria qualquer potência persuasiva, que possa ser considerada benéfica para diluir tensões, o que ele nos trouxe foram grosserias e desatinos, mais do que jamais se ouviram de qualquer de seus predecessores.

Cachorro assustado late mais alto.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Desmascarada: Doutrina Trump e a carnificina do neoeixo do mal, por Pepe Escobar

20/9/2017, Pepe Escobar, Asia Times (reproduzido em The Vineyard of the Saker)









Nada de "discurso profundamente filosófico". Sequer um show de "realismo com princípios" – como a Casa Branca havia espalhado. O presidente Trump na ONU foi de "carnificina à EUA", tomando emprestada a expressão do autor de discursos e nativista Stephen Miller.

É preciso deixar 'baixar' a enormidade do que acaba de acontecer, devagar. O presidente dos EUA, diante da burocracia enfatuada que se faz passar por "comunidade internacional", ameaçou "varrer do mapa" toda a República Popular Democrática da Coreia (25 milhões de almas, metade da população do estado de São Paulo, NTs). E também varrerá (se varrer a Coreia do Norte) vários outros milhões de sul-coreanos como dano colateral.

Regime nos EUA não age de boa fé, por Neil Clark

31/8/2017, Neil Clark, RT








© Omar Sobhani / Reuters

A única surpresa quanto à recente reviravolta nas falas de Donald Trump sobre o Afeganistão é que tantos pareçam tão surpresos.

Eleito para o Salão Oval como crítico severo do envolvimento dos EUA em caríssimos conflitos no Oriente Médio, por uma população cansada de guerras, "O Donald" acabou por se revelar precisamente tão presidente pró-guerras quanto os que vieram antes dele. Ordenou ataque com 59 mísseis Tomahawk contra um campo de pouso do governo sírio e lançou a 'Bomba Mãe de Todas as Bombas' sobre o Afeganistão. Isso, além de ameaçar Coreia do Norte e Venezuela e escalar o envolvimento dos EUA contra um Iêmen devastado pelo cólera.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Irã revoluciona a Arte de Negociar, por Pepe Escobar

16/9/2017, Pepe Escobar, Asia Times








O Irã é um elo chave de conectividade nas rotas seja da Ásia Central seja do Cáucaso. Foto: iStockphoto/Getty

Com o presidente Hasan Rouhani preparando-se para falar à Assembleia Geral da ONU em New York e o governo Trump e aliados em lobby incansável para desqualificar o acordo nuclear do Irã, Teerã só faz assinar acordos e mais acordos de negócios com asiáticos e europeus.


Para o governo chinês, Irã – e Paquistão – são tão importantes em termos geopolíticos que os dois são tratados como nações de interesse do ministério do Interior no leste da Ásia (não no Oriente Médio, no caso do Irã), ao lado de Japão e Indonésia.

E precisamente como o Paquistão via o Corredor Econômico China-Paquistão (CECP), o Irã é nodo essencial das Novas Rotas da Seda, também conhecidas como Iniciativa Cinturão e Estrada (ICE).