sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Ministro da Defesa da Rússia Sergey Shoigu: "Todo leão é gato, mas nem todo gato é leão"

21/2/2017, RIA Novosti (trad. J. Arnoldski, para Fort Russ News)












O ministro da Defesa da Rússia Sergey Shoigu zombou do que disse seu contraparte britânico Michael Fallon, segundo o qual "o ocidente não quer que o urso meta as patas na Líbia". 


Shoigu riu, em resposta a estudantes do Instituto Russo de Relações Internacionais: "Para permanecermos no tópico animalesco, os britânicos têm um leão no escudo, não é? Há um antigo provérbio que diz que todo leão é gato, mas nem todo gato é leão. Que cada um cuide do próprio circo. É pouco provável que tenha aparecido bicho novo, no zoológico deles, capaz de dar ordens a ursos."



Fallon dissera que o ocidente não está gostando dos contatos da Rússia com a Líbia. Segundo o ministro britânico, "Moscou está testando o ocidente, testando a Aliança. Não queremos que o urso meta as patas por lá" –, segundo notícias vindas da conferência de segurança de Munique.*****




quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

EUA vs Irã: guerra de maçãs podres vs laranjas podres

21/2/2017, Anwar Khan, The Vineyard of the Saker








"E pergunto: a mídia alternativa tem necessariamente de alinhar-se com o Irã e o Hizbollah na luta para se opor aos desígnios do Império? A mídia alternativa ocidental não pode se manter, como se espera que seja, neutra?" (Anwar Khan)


Entreouvido na Vila Vudu:

A pergunta pode ser sincera, mas é tola. Ninguém jamais saberia manter-se perfeitamente neutro. Nem é preciso ser 'neutro'. 

A luta política não avança de uma 'conclusão lógica', para outra 'conclusão lógica'. A luta política avança de uma DECISÃO POLÍTICA,para outra DECISÃO POLÍTICA.
A ficção dessa tal 'neutralidade' sempre pressuposta, mas sempre inexistente, é que torna possível o jornalismo-empresa do capital e pró-capital – o único jornalismo-empresa que o capital admite que sobreviva... no mundo do capital [NTs].
_________________________________



Estava lendo recente artigo de nosso muito estimado Saker, "EUA vs Irã – guerra de maçãs vs laranjas", que examina resultados potenciais e cenários que poderiam ser criados por uma guerra entre Irã e EUA. Mais uma vez, fui iluminado pela brilhante análise militar – análise de alta qualidade que só o Saker oferece hoje. Só alguém ainda mais entendido que ele em questões militares poderia discordar do que ali se lê. Mas isso só até o Saker acrescentar opinião sua numa questão religiosa. De repente, todo o artigo pareceu-me um pouco mais enviesado, um pouco mais opinioso do que se deve esperar, quando o Irã e os xiitas apareceram inflados [ing. the lionization of Iran and Shias], como se vê com muita frequência em estudos e comentários políticos russocêntricos. Disse o Saker:

"A maior parte dos iranianos são xiitas, o que todo mundo sabe. O que nem tantos conhecem é o motto inspiracional dos xiitas, o qual, creio eu, expressa belamente um dos traços chaves do ethos xiita: "Todos os dias são Ashura e todas as terras são Karbala". (...) Basicamente, a frase manifesta a disposição para morrer pela verdade a qualquer momento e em qualquer lugar. Milhões de iranianos, mesmo os que não são necessariamente muito religiosos, foram educados sob essa determinação de lutar sempre e resistir sempre, custe o que custar."[1]

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

EUA suspendem ajuda militar para oposição síria?

21/2/2017, South Front (matéria da Reuters)













Os EUA suspenderam um programa de assistência militar para a oposição síria no noroeste da República Árabe, que era coordenado pelaCentral Intelligence Agency (CIA) – a agência Reuters noticiou, citando fontes de dentro da oposição síria.

O programa foi congelado depois de um ataque por extremistas que ocorreu em janeiro, e será restabelecido depois que a oposição se reorganizar – disseram as mesmas fontes.

Fonte oficial dos EUA disse à agência Reuters que a suspensão da ajuda à oposição síria nada tem a ver com a troca de governo nos EUA e com o início do governo do presidente Donald Trump. A fonte confirmou que a razão da suspensão foi o ataque por extremistas.

O ministro da Defesa da Rússia Sergei Shoigu insiste contudo que a oposição armada e as formações de mercenários que operam dentro da Síria continuam a receber armas e munições de outros países.

"Basta considerar, por exemplo, que a guerra prossegue ininterrupta na Síria por já quase seis anos. Durante todo esse tempo, grupos da oposição armada e formações de mercenários jamais deixaram de receber do exterior munição, armamento e outros recursos físicos, indispensáveis para manter operações de combate ativo" – disse o general Shoigu na 3ª-feira, na sua fala de abertura do 2º Fórum da Juventude de Todas as Rússias "Cooperação político-militar e econômico-militar: tendências atuais", no Instituto de Relações Internacionais em Moscou.


Shoigu disse que, segundo estimativas do Ministério de Defesa da Rússia, só nos conflitos armados na Síria, Iraque, Iêmen e Líbia, grupos ilegalmente armados receberam cerca de 2.450 sistemas portáteis de defesa antiaérea de curto alcance; 1.750 armas teleguiadas antitanques; cerca de 650 sistemas de artilharia de foguetes múltiplos; mais de 24 mil minas de vários tipos; e mais de 600 toneladas de explosivos.*****





Agências de inteligência EUA Contra Trump, nos 'assuntos' de Rússia

16/2/2017, Tom Eley, World Socialist Website




Quem precisa desse 'jornalismo'?! 
(1) O Estado de S.Paulo É o New York Times. Grande merda.

(2) Moros, Dalanhóis, STFs e PFs são "o Estado não eleito" [leia adiante]. 
O poder deles TEM DE SER DEMOCRATICAMENTE controlado. Para tanto, se requer força.

(3) A Casa Branca é a casa-da-mãe-joana-matriz. 
O Planalto golpista é a casa-da-mãe-joana-subalterna.

(4) Só Marx explica. 
______________________________________________














Na 5ª-feira a crise agravou-se, com o Washington Post e o New York Times exibindo manchetes de 'novas revelações' baseados em fontes atuais e antigas, sempre anônimas e sempre "da comunidade de inteligência", e em 'declarações' de senadores Republicanos, dessa vez aliados a Democratas, para 'exigir' que o Congresso constitua uma Comissão Especial de Inquérito para examinar possíveis conexões entre Trump e agências de inteligência da Rússia, que teriam existido antes e perdurariam até depois das eleições de novembro.

Ao mesmo tempo, figuras de dentro e da periferia do Partido Democrata puseram-se a falar de impeachment, traçando comparações com o escândalo do [prédio] Watergate – da invasão, em 1972, do Comitê Nacional Democrata – que levou Richard Nixon a renunciar.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Rumo ao pós-ocidente, meu jovem! Por Pepe Escobar

20/2/2-17, Pepe Escobar, Asia Times












A Conferência de Segurança de Munique de 2017, pode-se dizer, entregou o jogo já de saída, num documento 'para disparar as conversações' [ing. a conversation starter] para os três dias do evento, intitulado "Pós-verdade, Pós-Ocidente, Pós-Ordem?" [ing. Post-Truth, Post-West, Post-Order?].

"Pós-verdade" é o novo normal, nessa Era de Qualquer-coisa-é-notícia-e-nada-é [orig. The Age of Spin]. "Pós-ordem" significaria de fato uma ordem neo-Westfaliana remixada, que cercasse o multipolarismo que o establishment unipolar combaterá até a morte. E "pós-Ocidente" nada significa, porque não há crise do Ocidente. O problema real é uma confluência de neoliberalismo e imperialismo "humanitário" fabricada no Ocidente.

Inútil seria esperar que as elites políticas ocidentais abandonassem o estado de negação maníaco-obsessiva atentamente cultivada para tudo que tenha a ver com as incontáveis desgraças perpetradas por todo o mundo em desenvolvimento em nome do neoliberalismo fazendo pose de "democracia liberal".

The Saker: Sonhos de Trump vs realidade de Trump

19/2/2017, The SakerUnz Review The Vineyard of the Saker 















Para muitos apoiadores de Trump, a semana passada foi dolorosa! Por mais que uns tenham reagido com o pânico mais abjeto, ou tenham fingido que nada aconteceu, verdade é que algo aconteceu e foi coisa grande: as Agências de Três Letras saíram-se com um golpe de facto contra Donald Trump, forçando-o a demitir o seu mais importante conselheiro de política exterior e homem que se atrevera a declarar que queria reformar toda a suja e vastamente ineficiente comunidade de inteligência dos EUA.

Não há como fazer cara de 'não-há-de-ser-nada'. Não só porque o que aconteceu mostrou que Trump não é leal com os que lhe são leais, mas também porque o episódio em grande parte destruiu o que eu chamaria de "o sonho Trump". Aqui, escolhi atentamente as palavras. Falo de "sonho Trump", como oposto à "realidade Trump". Explico melhor.

Nasrallah do Hezbollah: "Nem Trump, nem o pai de Trump, nem o avô de Trump..."

12/2/2017, Said Hassan Nasrallah nos funerais do Xeique Hussein 'Obaid [excerto, trecho final]
Vídeo (ár.), ing. leg. e trad. ao fr. por Said Hasan (aqui trad. do fr. ao port.-Brasil)
















Último ponto, na 5ª-feira [16/2], se Deus nos der vida, falaremos especificamente da situação regional, mas permitam-me dizer apenas uma palavra aos que, nas últimas semanas, têm dito e escrito (vi muitas declarações) segundo as quais o Hezbollah estaria inquieto, que o Hezbollah estaria intimidade, que o Hezbollah estaria assustado. Do que estavam falando? Sim, precisamente: Trump assumiu o governo. Trump lá está. Sim, mas... e daí? Onde estaria a novidade?