domingo, 28 de agosto de 2016

Escroques do Brasil de banana à caça da Medalha de Ouro, por Pepe Escobar

27/8/2016, Pepe Escobar, Strategic Culture Foundation


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


"A gangue não judicial mas persecutória inclui 1/3 de todos os eleitos nessa legislatura para o Congresso do Brasil, todos acusados numa impressionante seleção de escândalos. A farsa institucional geral sugere que Legislativo, Judiciário e o Ministério Público fizeram parar todos os processos nos quais apareciam como acusados os canalhas 'legislativos'; e, ao mesmo tempo, aceleraram o procedimento, sem qualquer fundamento legal, contra a presidenta. É a definição de crime organizado. (...)

O Brasil permanece totalmente paralisado pela farsa político/institucional. A 8ª maior economia do mundo, o país que é o 2º maior exportador de alimentos do mundo, a maior plataforma industrial de todo o ocidente em desenvolvimento está caído na calçada, sangrando de morte."


Os Jogos Olímpicos do Rio chegaram ao fim – Bolt, Phelps, Neymar, a piscina de água verde, Lochte o Norte-americano Feio e tudo –, mas uma audiência global pode ter sido poupada de um vergonhoso último ato.

Medíocre, incompetente, oportunista, corrupto, covarde e usurpador político diplomado, o presidente interino Michel Temer, recusou-se a aparecer na cerimônia de encerramento dos jogos, com medo de ser vaiado por um estádio do Maracanã lotado. Segundo as mais recentes pesquisas, 79% dos brasileiros querem Temer fora (#ForaTemer). Já. 

Assim, Temer O Usurpador não apareceu para, conforme o protocolo, passar o bastão (para Tóquio 2020) ao primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe, que lá estava, presente. A equipe de Temer ofereceu reunião mais tarde, na capital, Brasília. Os diplomatas japoneses descartaram o convite, sem meias palavras; quem se interessaria por pôr o próprio primeiro-ministro diante de um covarde, no buraco onde se esconde?

Só entre em toca de urso se você crê em vida post mortem, por MK Bhadrakumar

27/8/2016, MK Bhadrakumar, Indian Punchline


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Na 2ª-feira, Moscou fez movimento diplomático fascinante: convidou o Japão para que se integre à missão humanitária da Rússia em Aleppo na Síria. Não há nem nunca haverá iniciativa mais nobre. Os sobreviventes no inferno sírio carecem de ajuda e apoio urgentes (TASS).

Mas estamos em guerra geopolítica, e guerreiros não são gente de coração mole. Há coisas estranhas na iniciativa de Moscou. Primeiro, é oferecimento de militar para militar, feito ao Ministro da Defesa de Tóquio. (Os dois países nem têm tratado de paz depois da 2ª Guerra Mundial.) Segundo, Tóquio, de tão surpresa, ainda não atinou com o que responder. Terceiro, por que convidar o Japão tão distante, com Alemanha ou Suécia ali tão perto?

sábado, 27 de agosto de 2016

Tabuleiro quebrado: Brzezinski entrega o Império, por Mike Whitney

25/8/2016, Mike Whitney, Counterpunch 


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Dos Comentários, em Unz Review:

"A única coisa que me intriga é que Mr. B esteja dizendo tudo isso publicamente. Por quê? Essa gente jamais diz publicamente o que já não tenha vendido mil vezes 'em sigilo'. Fala agora, provavelmente, porque os EUA já não têm condições nem para salvar as últimas panelas" [Pano rápido].



O principal arquiteto do plano de Washington para governar o mundo abandonou o esquema e, agora, fala de construir laços com Rússia e China. Embora o artigo de Zbigniew Brzezinski na revista The American Interest, intitulado "Towards a Global Realignment" (17/4/2016) [Rumo a um realinhamento global] tenha sido praticamente ignorado na mídia-empresa, ele mostra que poderosos membros do establishment produtor de projetos políticos já não creem que Washington conseguirá vencer, no esforço para ampliar a hegemonia dos EUA no Oriente Médio e na Ásia. 

Brzezinski, principal propositor dessa ideia e quem traçou o rascunho da expansão imperial em seu livro de 1997, The Grand Chessboard: American Primacy and Its Geostrategic Imperatives [O grande tabuleiro de xadrez, port. PDF], rendeu-se e clama agora por uma revisão dramática de toda a estratégia. Eis um excerto do artigo de AI:

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Novo Modelo de Segurança Global para Mundo Multipolar

24/8/2016, Tayyab Baloch, Katheon, Moscou


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Papel de Rússia e China

A China apareceu no cenário mundial como "Potência Global" com força militar e a economia que cresce mais depressa em todo o planeta. A liderança chinesa não só não se deixou engambelar pelo jogo sujo dos EUA que tudo fizeram para impedir que a China se tornasse potência mundial, mas, também, provou que a China tem potencial para reparar, mediante desenvolvimento, o dano que os EUA causaram ao mundo na ânsia para conservar a hegemonia. 

A luta da Rússia para voltar ao cenário mundial como superpotência, onde já esteve no tempo dos sovietes, foi bem-sucedida sob a liderança de Vladimir Putin. 

Os líderes desses dois países, China e Rússia, deram-se conta de que o único modo para derrotar mundo unipolar é mudar os centros de poder e constituir as instituições de um novo mundo multipolar. De fato, a parceria estratégica sino-russa está introduzindo uma nova ordem mundial baseada em paz e desenvolvimento.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Turquia entra na Síria: conspiração unipolar ou coordenação multipolar?

24/8/2016, Andrew KorybkoKatheon


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Está 'na moda' atualmente criticar o Kremlin por incompetência, e sua história recente de decisões controversas, combinada com a suspeita de infiltração de 5ª e 6ª colunas liberais nas instituições nacionais chaves, oferece abundante terreno para críticas. 

Mas tem acontecido de as pessoas perderem as proporções, e porem-se a acusar a Rússia de ter-se deixado 'engambelar' pela Turquia. Interessante que nenhuma dessas críticas seja dirigida publicamente contra o Irã, apesar de Teerã ter-se curvado a Ankara durante e depois da fracassada tentativa de golpe pró-EUA contra Erdogan. Mas dois pesos e duas medidas são a norma, nesse tipo de 'crítica'. E fato é que a Rússia tem recebido muito mais contestações que qualquer outro país, sempre que comentadores multipolares criticam o próprio campo.

Isso precisamente é o que aconteceu no caso do noticiário de que forças curdas haviam cruzado a fronteira para a Síria;e a reação automática mais comum foi que o presidente Putin teria sido manipulado por Erdogan, como parte de alguma trama maquiavélica em larga escala. Naturalmente, ninguém parece ter-se dado conta de que a mesma acusação poderia ser feita, com mais motivos, ao próprio Aiatolá. 

Mito 'sunita' de Washington e guerras internas na Síria e no Iraque (1/2)

16/8/2016, Cyrus Mahboubian (pseudônimo)Blog War On The Rocks*


Ver também:
Mito 'sunita' de Washington e o Oriente Médio desfeito (2/2)
23/8/2016, Cyrus Mahboubian, Blog War on the Rocks [em tradução]
http://warontherocks.com/2016/08/washingtons-sunni-myth-and-the-middle-east-undone/


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


No Iraque, os principais líderes xiitas das Forças de Mobilização Popular, FMPs [ing. Forças de Mobilização Popular (PMF)] reuniram-se recentemente. Entre eles estava um destacado comandante sunita das FMPs, que depois me contou sua história. Quando os homens reuniram-se para as orações, um líder xiita percebeu que aquele companheiro sunita permaneceu sentado. O líder xiita perguntou "Por que não se junta a nós?" 

O comandante sunita respondeu "Não rezo."

"O que quer dizer isso?" perguntou o xiita.

"Se eu rezasse", respondeu o sunita, "estaria no  'Estado Islâmico'**  lutando contra você."


terça-feira, 23 de agosto de 2016

New York Times (NYT): mentiras sobre o Irã e 'notas' sobre 'conflito' com a Rússia... sem fontes!

23/8/2016, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Esse artigo [abaixo] do NYT sobre Rússia e Irã não traz sequer uma fonte para a 'informação' que vem na manchete, já logo repetida no primeiro parágrafo:

Irã revoga licença para que Rússia use base aérea: "Moscou traiu nossa confiança"
BEIRUTE, Líbano – Na 2ª-feira o Irã revogou a licença para que aviões russos voassem missões de bombardeio em território sírio a partir de uma base iraniana, apenas uma semana depois de ter aberto esse extraordinário acesso, dizendo que o Kremlin teria divulgado de modo inaceitavelmente indiscriminado e arrogante o privilégio.
...
O ministro da Defesa do Irã, general brigadeiro Hossein Dehghan, acusou a Rússia de ter divulgado excessivamente o acordo, chamando a atitude de "quebra de confiança" e de "pouco cavalheiresca". O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Bahram Ghasemi, disse a jornalistas em Teerã que a permissão era temporária e "pelo menos por hora, acabou."

Não aparece aí uma única fonte que diga que o Irã "revogou" alguma coisa ou "anulou a permissão". Nem é tão surpreendente que essas coisas tenham sido ditas no Irã. Mas como é possível que o NYT 'declare' tudo isso, por conta própria?! 

Eis o que realmente aconteceu: